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Xicara de café

Por Dani Raphael

Minha xícara está quase vazia, acho que ela vive neste estado quase que todas as horas do meu dia. Não dou tempo para ela permanecer no silêncio no seu vazio e nem deixo que ela se contemple por esta cheia enquanto seu líquido esfria. Essa minha ânsia de querer tudo para ontem. Nem direito, nem esquerdo, mas tudo ao mesmo tempo, se reflete em minhas muitas canetas espalhadas, nos meus cadernos, quase todos rabiscados, mas nunca na sua totalidade e no meu espelho, que insiste em mostrar algumas linhas se alargarem sobre minha face. Minha caneca continua aqui, sempre a disposição da minha mão e da minha alma, que se compraz com o amargor que não refresca, mas sim acalma, dentro das minhas poucas 24h. Mais uma dose de café. Por favor!




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