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Fim de noite

Por Dani Raphael

As cidades ainda estão cheias de pessoas vazias em suas casas

De olhares perdidos pela vidraça

De sentimentos tão doentes quanto este vírus que se instaurou no ar.

Famílias continuam se desconstruindo

Dentro de ambientes que nunca foram construídos com a empatia e união.

O egoísmo ainda impera dentro das ruas asfaltadas

Onde transitam os alimentos para quem tem fome,

Porque aprendemos desde cedo ter compaixão

E doar o que é excesso,

Aplaudindo a publicidade que isso gera.

Mas e agora que não se tem plateia?

Nos bancos da praça

Só se houve reclamações sobre a uso da máscara de pano

Pois pro ser humano sempre foi mais cômodo

Usar máscaras que o outro finge não ver.

E nesta hipocrisia do final da noite De domingo

Fico aqui com meu vazio

Me expondo mais um pouco.

Quem sabe assim nestes Contrapontos

Eu olhe de verdade pra mim

E você se olhe de verdade também.



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