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Filosofia

Nascemos sozinhos e morremos sozinhos, essa é máxima que posso deixar escrita em meu epitáfio, e não venham me dizer que isto é mentira, pois as circunstâncias da vida, o tempo todo corrobora com essa minha pequena exposição.

Não vou ser ingrata a ponto de dizer que não recebemos suportes e que somos autossuficientes para caminhar sozinhos, porque não somos, a realidade é que somos emocionalmente dependentes e em muitos momentos dependemos de um outro alguém para nos ajudar nos nossos processos. E isso nos deixam vulneráveis e expostos —como animais feridos em meio a savana— sem o direito de reclamar, sem o direito de descansar, sem o direito de viver outra realidade diferente da luta que temos por nossas sobrevivências.

Somos medidos o tempo todo pelo agora, o que fizemos, plantamos ou colhemos no ontem; no hoje não representa nada, é como se o sucesso fosse mais um termo definido como utopia —um status criado pelo Ego, para nos enganar e nos infligir mais dor, quando descobrimos a verdade ou quando ele é tirado de nós.

Nascemos sozinhos e morremos sozinhos, e nunca passaremos de um número de CPF, de uma conta no banco, de um número de registrado no crachá, — e números são substituíveis, assim como sua infinita combinação de códigos.

Não permitam que subestimem sua inteligência, a frase que ouvimos que todos temos o direito de descansar, não passa de mais um clichê, pois aos poucos até as noites de sono são nos tiradas, até que não nos reste mais nada além de um cérebro ansioso por poder resolver todos os problemas e ainda encontrar um meio de nos proteger dos predadores — a selva é aqui.

Guardem bem estas palavras, nascemos sozinhos e morremos sozinhos, não parem, se não puderem andar; rastejem, mas não parem, e mais uma coisa, nunca parem para pedir socorro, não percam a dignidade e nem o folego, caminhem, pois vocês sempre serão sua única salvação.

Por Dani Raphael




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