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Circo

Atualizado: 18 de dez. de 2022

Por Dani Raphael

Nunca houve tempo para mim nesta sociedade globalizada, onde citam meus rompantes de loucuras e meus rompantes de lágrimas, como atos engraçados, encenados dentro da casa dos palhaços.

Nunca houve tempo nem dispêndio para me enxergarem além do vulto que sempre perceberam presente,

e nunca houve silêncio suficiente para que a voz da minha alma pudesse ser pronunciada


Nunca houve nada, além das especulações sobre o meu partir para o inferno depois da morte, morte esta que não seria sentida e nem comemorada.

Nunca houve nada, e neste meu nada, a única coisa que me sobra é a luta pelo direito de existir.


Imagem Pexels

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